Publicado 2026-07-26
Palabras clave
- impressos,
- política,
- educação,
- República
Cómo citar
Derechos de autor 2026 Kayane do Nascimento Pinho; Jorge Luiz Zaluski

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-CompartirIgual 4.0.
Resumen
Este texto tem como objetivo identificar e refletir sobre as publicações da professora, escritora e política Antonieta de Barros, divulgadas no jornal catarinense República, entre os anos de 1931 e 1934. Antonieta de Barros destaca-se por ser a primeira mulher negra a ocupar o cargo de deputada no Estado de Santa Catarina, Brasil. Além de sua atuação no legislativo, sobressaem importantes ações como professora e escritora, dentre as quais se destacam suas crônicas publicadas no jornal mencionado. As reflexões de Antonieta de Barros são oportunas para observarmos parte de suas provocações ao contexto da época, seus incômodos com o patriarcado e o racismo que sustentavam desigualdades sociais, especialmente para mulheres negras. Em conjunto com esses apontamentos, a escritora reivindica que mais mulheres tenham acesso ao ensino escolar, considerando-o um dos caminhos para oportunizar melhores condições para as mulheres.
Descargas
Citas
- Akotirene, Carla. Interseccionalidade. São Paulo: Sueli Carneiro / Pólen, 2019.
- Arend, Silvia Maria Fávero, e Reinaldo Lindolfo Lohn. “Introdução”. Um país impresso: história do tempo presente e revistas semanais no Brasil (1960-1980), organizado por Silvia Maria Fávero Arend, Curitiba: CRV, 2014, pp. 11-17.
- Barros, José D'Assunção. “Revolução digital, sociedade digital e História”. História digital: a historiografia diante dos recursos e demandas de um novo tempo, organizado por José D'Assunção Barros, Petrópolis: Vozes, 2022, pp. 10-50.
- Bento, Berenice. “Gênero: uma categoria útil de análise?”. Revista de História Comparada, vol. 16, n.º 1, 2022, pp. 15-50. https://dialnet.unirioja.es/descarga/articulo/10101295.pdf
- Berstein, Serge. «Os partidos». In: Rémond, René (Org.). Por uma história política. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2003, pp. 57-98.
- ---. «A cultura política». In: Rioux, Jean Pierre; Sirinelli, Jean-François (Org.). Para uma história cultural. 1. ed. Lisboa: Estampa, 1988, pp. 349-363.
- Bourdieu, Pierre. A dominação masculina: a condição feminina e a violência simbólica. Traduzido por Maria Helena Kühner, Rio de Janeiro: BestBolso, 2014.
- Collins, Patricia Hill, e Sirma Bilge. Interseccionalidade. São Paulo: Boitempo, 2021.
- Corrêa, Carlos Humberto. Um Estado entre duas Repúblicas: a Revolução de 30 e a política de Santa Catarina até 35. Florianópolis: Editora da UFSC, 1984.
- Da Silva, Daiana, e Christiane dos Santos Luciano. “Antonieta de Barros e a educação como estratégia antirracista”. Lutas Sociais, vol. 26, n.º 49, 2022, pp. 284-296. https://doi.org/10.23925/ls.v26i49.62431
- De Luca, Tania Regina. “Fontes impressas: história dos, nos e por meio dos periódicos”. Fontes históricas, organizado por Carla Bassanezi Pinsky, São Paulo: Contexto, 2010, pp. 111-153.
- De Mendonça, Sônia Regina. “As bases do desenvolvimento capitalista dependente: da industrialização restringida à internacionalização”. História geral do Brasil, organizado por Maria Yedda Linhares, 10.ª ed., Rio de Janeiro: Elsevier, 2016, pp. 490-527.
- Espíndola, Elizabete Maria. Antonieta de Barros: educação, gênero e mobilidade social em Florianópolis na primeira metade do século XX. 2015. Programa de Pós-Graduação em História, Universidade Federal de Minas Gerais, tese de doutorado.
- Fausto, Boris. A revolução de 1930: historiografia e história. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
- Ferreira, Marieta de Moraes, e Surama Conde Sá Pinto. “A crise dos anos 1920 e a Revolução de 1930”. O tempo do liberalismo oligárquico: da Proclamação da República à Revolução de 1930: Primeira República (1889-1930), organizado por Jorge Ferreira e Lucilia de Almeida Neves Delgado, 2.ª ed. rev. e atual, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2022, pp. 373-402. Vol. 1 da coleção O Brasil Republicano.
- Fontão, Luciene. Nos passos de Antonieta: escrever uma vida. Tese de doutorado, Programa de Pós-Graduação em Literatura, Universidade Federal de Santa Catarina, 2010.
- Gomes, Angela de Castro. “Cultura política e cultura histórica no Estado Novo”. Cultura política e leituras do passado: historiografia e ensino de história, organizado por Martha Abreu et al., Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007, pp. 43-64.
- Hahner, June Edith. A mulher brasileira e suas lutas sociais e políticas: 1850-1937. São Paulo: Brasiliense, 1981.
- Louro, Guacira Lopes. “Mulheres na sala de aula”. História das mulheres no Brasil, organizado por Mary Del Priore e coordenado por Carla Bassanezi, São Paulo: Contexto, 2004, pp. 441-481.
- Lucchesi, Anita. “Por um debate sobre história e historiografia digital”. Boletim Historiar, n.º 2, 2014, pp. 45-57. https://periodicos.ufs.br/historiar/article/view/2127
- Lunardi, Emy Francielli. Batalha de discursos: o advento republicano e a (re)construção da política catarinense nos jornais partidários (1889-1898). Dissertação de mestrado, Programa de Pós-Graduação em História, Universidade Federal de Santa Catarina, 2009.
- Pandolfi, Dulce Chaves. “Os anos 1930: as incertezas do regime”. O tempo do nacional-estatismo: do início da década de 1930 ao apogeu do Estado Novo: Segunda República (1930-1945), organizado por Jorge Ferreira e Lucilia Almeida Neves Delgado, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2019, pp. 12-37. Vol. 2 da coleção O Brasil Republicano.
- República [Florianópolis, Brasil], sep. 12, 1931.
- República [Florianópolis, Brasil], mar. 6, 1932.
- República [Florianópolis, Brasil], mar. 13, 1932.
- República [Florianópolis, Brasil], jul. 17, 1932.
- República [Florianópolis, Brasil], sep. 3, 1933.
- República [Florianópolis, Brasil], abr. 15, 1934.
- Romão, Jeruse. Antonieta de Barros: professora, escritora, jornalista, primeira deputada catarinense e negra do Brasil. Florianópolis: Cruz e Sousa, 2023.
- Schwarcz, Lilia Moritz, e Heloisa Murgel Starling. “Samba, malandragem e muito autoritarismo na gênese do Brasil moderno”. Brasil: uma biografia, 2.ª ed., São Paulo: Companhia das Letras, 2018, pp. 351-385.
- Scott, Joan. “Gênero: uma categoria útil de análise histórica”. Educação & Realidade, vol. 20, n.º 2, 1995, pp. 71-99. https://seer.ufrgs.br/index.php/educacaoerealidade/article/view/71721
- Zaluski, Jorge Luiz. “Entre a infância e a vida adulta: as fases da vida nas legislações educacionais em contexto de ditadura militar”. Confluenze: Rivista di Studi Iberoamericani, vol. 13, n.º 2, 2021, pp. 53-78. https://doi.org/10.6092/issn.2036-0967/13411
- ---. “Subjetividades de um ensino: marcações de gênero na educação escolar (1970-1980)”. Revista Educação em Questão, vol. 58, n.º 57, 2020, pp. 1-25. https://doi.org/10.21680/1981-1802.2020v58n57ID20985
- ---. Mulheres e a educação: a formação para donas de casa em uma escola moderna (Guarapuava 1971-1983). Dissertação de mestrado, Programa de Pós-Graduação em História, Universidade Estadual do Centro-Oeste, 2016.
- Zanelatto, João Henrique. Imprensa e poder em Santa Catarina na segunda república. Curitiba: CRV, 2022.
