Uma reflexão filosófica sobre a psicogênese da língua escrita e suas implicações na alfabetização

  • Marilia Flavia de Camargo
Palabras clave: Proposta construtivista. Psicogênese da língua escrita. Terapia filosófica de Wittgenstein.

Resumen

Inspirados no pensamento de Wittgenstein, este artigo critica algumas das implicações educacionais da psicogênese da língua escrita de Emília Ferreiro e Ana Teberosky. Aplicaremos a terapia filosófica de Wittgenstein sobre alguns pontos desta teoria, procurando relativizar o pressuposto de que toda criança constrói hipóteses, seguindo um “padrão evolutivo”. Em contraposição a esta perspectiva que naturaliza os processos de aprendizagem, defenderemos que a apropriação da escrita é uma atividade complexa, envolvendo tanto o domínio dos sistemas alfabético e ortográfico, como o uso da língua escrita em práticas sociais de letramento em contextos diversificados. A alfabetização, a partir desta visão pragmática de inspiração wittgensteiniana, caracteriza-se como uma atividade envolvendo diferentes jogos de linguagem para ensinar técnicas das regras convencionais do sistema da escrita, cuja aprendizagem pressupõe etapas preparatórias de práticas que inserem gradualmente a criança no universo da leitura e da escrita, dentro de uma forma de vida.

Publicado
2019-12-29